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Glossário Textil e Curiosidades – parte 9

Abaixo a continuação do glossário sobre tecidosmoda e termos afins. Nosso objetivo, longe de esgotar o assunto, foi o de prestar um auxilio as pessoas que procuram informações nesta área, por isto estamos sempre fazendo pesquisas para mantê-la atualizada e ampliarmos as informações. Fique a vontade para comentar e somar informações.

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Acesse as publicações anteriores deste glossário: Glossário – parte 1 letra “A” , Glossário – parte 2 letra “B” , Glossário parte 3 – letra “C” ,  Glossário – parte 4 – letra “D” , Glossário – parte 5 – letra “E” , Glossário – parte 6 – letra “F” , Glossario – parte 7 – letra “G” e Glossario – parte 8

Malha: malhas são tecidos produzidos com base em métodos de formação de laçadas. Embora se desconheça a data da descoberta do método manual de fazer malha ou tricotar, recentes descobertas de tecidos de malha no Egito, provam que este método já era conhecido no século V a.C. É de notar no entanto que o 1º tear de malha surgiu nas Inglaterra em 1589.Chama-se malha de trama a todo o tecido produzido por processos de fabricação nos quais pelo menos um fio de trama é transformado em malha.

Os tecidos de malha podem ser produzidos de modo manual ou mecânico e são o resultado da formação de malhas provenientes de um ou mais fios, que se interpenetram e se apóiam lateral e verticalmente por meio de agulhas. A malha, elemento fundamental desse tipo de tecido, constitui-se de uma cabeça, duas pernas e dois pés. A carreira de malhas é a sucessão de malhas consecutivas no sentido da largura do tecido. Já a coluna de malha é a sucessão de malhas consecutivas no sentido do comprimento do tecido.

Quanto a seus tipos básicos, as máquinas de malharia dividem-se em: máquinas de malharia por trama – máquinas retilíneas ou circulares – e máquinas de malharia por urdume – máquinas Raschel ou Kettenstuhl. O valor que exprime o número de agulhas por unidade de comprimento ( por exemplo, por metro) é denominado finura da máquina e pode ser expresso por duas nomenclaturas:

– Jauge exprime o número de agulhas por polegadas, sendo mais usual em malharia.

– Gauge exprime o número de agulhas por duas polegadas, sendo mais usual para máquinas Raschel.

A finura da máquina limita a titulagem do fio a ser utilizado, assim como influencia o aspecto geral do tecido.

A estrutura e a geometria dos tecidos de malha diferenciam-se substancialmente dos tecidos planos, onde a trama e o urdume entrelaçam-se formando uma armação rígida que resulta em produto final sobre tudo resistente. A malha ao contrário do tecido plano , não nasce de uma armação trama -urdume, mas é feita com um só fio que corre em forma de espiral horizontalmente (malharia de trama) ou de vários fios longitudinais, um por agulha (malharia de teia ou urdume). Em ambos os casos o fio assume a forma de laçada, sendo que cada laçada passa por dentro da laçada anterior sem que exista algum ponto de ligamento fixo entre elas. Essas laçadas ou malhas assumem um aspecto de fios em forma senoidal que se sustentam entre si e que são livres para mover-se quando submetidas a alguma tensão, o que caracteriza a flexibilidade dos tecidos de malha, os quais podem, dessa forma, abraça as mais complexas formas do corpo humano.

O tecido de malha é ainda elástico porque as laçadas podem escorregar umas sobre as outras, quando sob tensão e retornar a posição inicial quando se cessa a solicitação.

Outra propriedade das malhas é a porosidade, o que proporciona um conforto fisiológico

notável. 

Malinos: tecido cuja estrutura é obtida pela sobreposição, sem entrelaçamento, da camada de urdimento sobre a camada de trama e cuja amarração é obtida por uma cadeia de pontos de malha. 
Máquina de Costura: máquina projetada para unir pedaços de tecido ou pele com laçadas ou pontos de cadeia (ver Têxteis).A laçada utiliza dois fios de linha e o ponto de cadeia apenas um.
A maioria das máquinas de costura modernas utiliza dois fios separados para formar uma laçada. O fio superior passa através de um buraco situado na ponta da agulha. O fio inferior sai de uma bobina ou carretel e une-se ao fio superior, enlaçando-se ou retorcendo-se, com o movimento horizontal ou rotativo da bobina.
Além de vários modelos de máquinas domésticas, há cerca de 2 mil tipos diferentes de máquinas de costura industriais.

Tanto as domésticas quanto as industriais estão equipadas com microprocessadores para executar seqüências automáticas de operação.

Abaixo alguns tipos de máquinas de costura industriais:

  1. Ziguezague – Utilizada para rebater elásticos em lingerie, unir partes de couro, bordar, pregar zíper;
  • Reta – Utilizada como equipamento básico para todo tipo de vestuário;
  • Overloque – Utilizada para fechamento ou acabamento;
  • Interloque – Utilizada para fechamento em tecidos médios a pesados (jeans);
  • Galoneira – Equipamento direcionado para uso industrial no segmento de malharia. Utilizada para bainhas, aplicação de galão ou viés, costuras decorativas e outras.
Maquineta de Desenho: mecanismo instalado acima ou abaixo do tear e destinado a movimentar os fios de urdume através dos quadros de liços. O ritmo desta movimentação é obtido com o papel sem fim, perfurado ou com cartelas e pinos. 
Matelassê: tecido jacquard ou maquinetado, onde os motivos são em alto-relevo (tipo “cloquê”), o efeito é obtido com 2 rolos (tecido “doublé étoffé”) e o enchimento com uma trama especial grossa, fiada com pouca torção, em geral de algodão, lã cardada, ou fibrane. Ela flutua no meio dos 2 tecidos. Chama-se também jacquard acolchoado. Nome também utilizado para qualquer tecido acolchoado do tipo cobertor acolchoado, liseuse, peignoir, blusões, etc. 
Melànge: fio 100% algodão, onde a característica mescla é obtida no processo de fiação, com o tingimento da pluma do algodão. V

Mercerização: tratamento (lavagem) de fibras de algodão por uma solução de sódio ou de potássio, a frio, que proporciona um brilho acentuado, maior afinidade com corantes, toque mais macio, maior resistência e maior encolhimento, portanto é um fio (ou tecido) que já foi extensamente beneficiado para proporcionar menos encolhimento nas próximas lavagens. O tecido mercerizado possui maior brilho, resistência e capacidade para receber melhor otingimento ou a estampa. Lembrando que apenas alguns tecidos têm a necessidade de ser mercerizados. 

Microfibra: Denominação utilizada para tipo de tecido ou fio, a saber:

  1. Tecidos: Nome genérico dado a tecidos de poliamida ou poliéster, obtido a partir de fios com filamentos individuais iguais ou menores do que 1Denier.
  2. Fios: fios sintéticos que são formados por filamentos extremamente finos. Estes filamentos podem ser 60 vezes mais finos que um fio de cabelo e 10.000 filamentos de microfibra podem pesar menos que 1 grama. Desenvolvida recentemente esta nova variedade de fibra sintética surgiu no mercado por volta de 1990. Produzida a partir de acrílico, poliéster , viscose ou náilon, ela se caracteriza por filamentos extremamente delgados e é utilizada na forma de fios multifilamentos. Os tecidos produzidos com Microfibras possuem como características, o toque sedoso, vestem muito bem, encolhimento da peça extremamente baixo, alta resistência, baixo abarrotamento e bom isolamento quanto a vento e frio. As características das microfibras permitem a fabricação de tecidos leves e de toque bem mais agradável do que aqueles produzidos com fios ou filamentos artificiais ou sintéticos. Cabe registrar que já está desenvolvida, a nível de laboratório, a micro-micro fibra, ainda não lançada no mercado devido ao seu alto custo. 
Micro Modal: fibra composta de 100% da mais pura celulose (o liocel). Micro Modal corresponde a todas exigências humanas e ecológicas e é produzida exclusivamente a partir de celulose tratada sem cloro. Micro Modal não contem concentrações de substâncias nocivas, é livre de pesticidas e não causa irritações cutâneas. Tecido de alta maciez, brilho, caimento e transpira quase 50% da umidade. Na coleção, a fibra é utilizada juntamente com o Algodãopara elaborar malhas para os artigos underwear, uma vez que provoca a sensação de conforto e maciez altíssimos para um vestuário íntimo e que fica em contato constante com a pele humana.
Modal: fibra de celulose regenerada com elevada resistência a rompimento e alta medida de elasticidade em úmido. Aplicações:Confecção, tecidos para uso doméstico, tecidos profissionais. Limite de umidade: 13%.
Moirage:acabamento com calandra, destinado a produzir sobre o tecido um aspecto especial, dito “chamalote”. O tecido, em geral tafetá ou Gros de Tours, passa dobrado entre 2 cilindros quentes. Os 2 tafetás são assim deformados pela pressão e temperatura, para obter este efeito de “Moire”. Os cilindros são lisos, areados, estritos ou gravados com desenhos, segundo o tipo de chamalote desejado. O tecido a ser chamalotado, pode ser dobrado de 3 maneiras:
I – Ponta de peça sobre a outra ponta de peça: (isso provoca uma quebradura no sentido trama no meio da peça);
II – Ourela sobre ourela: (isso provoca uma quebradura em todo o comprimento do tecido);
III – Peça sobre peça: são colocados 2 tecidos, um sobre o outro (iguais ou diferentes).
Estes 3 processos são necessários conforme o tipo de chamalote desejado.
Antigamente o chamalote era destinado aos tecidos de luxo, em virtude desse tratamento não ter durabilidade (com a lavagem saia rapidamente). Porém, atualmente, com os fios sintéticos, pode-se fazer chamalote “permanente”.
Moire:efeito de chamalote sobre o tecido. 
Moiré: tecido chamalotado. O tecido destinado a ser chamalotado deve respeitar os seguintes critérios:
1) Apresentar um aspecto gorgurão bem marcado e por esse motivo se usa o tafetá ou o Gros de Tours, sendo o urdume, de preferência, de fios contínuos e a trama sempre mais grossa e redonda, de fios contínuos ou fiados (torção de binagem sempre elevada).
2) A regularidade das batidas é um fator primordial para a obtenção de um chamalote perfeito. Qualquer variação na quantidade de tramas por centímetro, provoca uma interrupção do chamalote. 
Moletom: estrutura de malha de lã, macia, quente, flanelada dos 2 lados, usada para vestidos e estofamento. Seu entrelaçamento é feito de tal forma que os fios da malha, no interior, fiquem flutuantes, ou seja, aliado a um processo de peluciagem ele oferece maior aquecimento do corpo não deixando que o calor se transporte para fora do corpo. 
Musseline ( Musselina ou Mousseline): tecido muito leve e transparente, com toque macio e fluido, desenho tafetá, fios de seda (de acetato,viscose, lã ou algodão, poliéster, poliamida), com torções elevadas. Em geral o tecido é cru (ou com seda tinta em cru), com vários acabamentos, conforme a qualidade da musseline. Algumas musselines são chamadas de Crepe Chiffon ou Crepe Hi Multi Chiffon. 
Não-Saturado (Insaturado): Em química diz-se dos compostos orgânicos que apresentam ao menos uma ligação dupla ou tripla. 
Organdi: tecido leve semelhante a musseline, com acabamento engomado. A musseline recebe uma purga completa para eliminar toda a goma e depois é tinta. O Organdi perde na purga somente 10% da goma (tinto em cru), o que lhe dá um toque encorpado. 
Organsin: Fio de seda tinto, com torção fantasia, especial e muito resistente, para ser utilizado no urdume. Esta torção se baseia no seguinte processo:Primeira torção (seda) – 500 a 600 v/m; Segunda torção é sempre contrária à primeira e 100 voltas a menos. Depois, esta torção foi muito utilizada para o Acetato 35 e 45 den. e para Viscose, sempre a partir de fio tinto. Em geral ela é sempre a 2 cabos. Fio utilizado para artigos de alta costura, principalmente para jacquard, gravatas, Cetim Duchese e qualquer tecido de luxo com fio tinto.
Organza: tecido fino e transparente, de trama simples, em geral de fio poliamida, e mais encorpado e armado que o organdi. Ver: Organza Lisa e Cristal.
Ottoman: tecido com desenho tafetá, cuja trama é muito grossa, para formar um aspecto cotelê. Em geral urdume de seda e raion, trama – lã oualgodão, com diversos cabos. O desenho é semelhante ao gros de tours, ou seja: tafetá com 3/4 tramas, muito utilizado para o fundo dos jacquards.
Ourela: orla de uma peça de tecido enfestado. As ourelas seguram a trama nos retornos da lançadeira de um para outro lado. Geralmente elas são feitas com densidades em dobro do que o próprio fundo do tecido ou fios retorcidos. Estas ourelas servem, também, no acabamento do tecido quando o mesmo é passado na rama, onde este é segurado pelas ourelas, por isto a largura das ourelas deve ser de aproximadamente 1 cm, especialmente quando se trata de tecido médio ou pesado.A ourela apresenta a qualidade do trabalho na tecelagem e é vista como referência da empresa. Muitas vezes colocam-se, também, alguns fios coloridos.
Oxford: tecido originário de Oxford, Inglaterra, de algodão, com desenho tafetá (2×2) e com densidade idêntica de urdume e trama. Inicialmente este tecido era composto de puro algodão, porém atualmente vários paises também fabricam este tecido sendo sua composição de poliéster. Ver: Oxford Importado.

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