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Fosqueamento em Vidro como você nunca imaginou

A gravação de vidros, utilizando-se o processo de “jato de areia”, é considerada como um processo de erosão mecânica do vidro. Ou seja, protegemos o que não se quer gravar com um vinil autoadesivo e ataca-se a superfície desprotegida com um jato de ar misturado com areia a alta velocidade.

Para isso, necessitam-se de equipamentos especiais como compressores, coletores para a areia usada no processo e protetores para o operador. Praticamente é um processo quase artesanal, já que, para cada vidro, temos que fazer uma proteção autoadesiva e o grau de fosqueamento e acabamento dependem da perícia e do trabalho manual do operador. Isto é, normalmente, cada vidro será diferente um do outro. Além disso, pode haver elevado percentual de perdas e baixa produtividade.

Um grande problema encontrado neste processo é a segurança no trabalho. Devido aos resíduos de areia e de pó de vidro gerados durante o ataque mecânico, o operador deve proteger-se contra sua inalação, visto que podem gerar, com o tempo, uma enfermidade chamada silicose, na qual esses resíduos se depositam nos alvéolos pulmonares, enrijecendo-os e fazendo com que o indivíduo perca a sua capacidade de absorção de oxigênio.

Já se oferece uma alternativa para o jato de areia: uma pasta fosqueante para vidros e cristais

A Agabê desenvolveu o Matt Glass, que é uma pasta fosqueante para gravação definitiva de vidros planos ou tridimensionais. É um processo químico subtrativo, ou seja, quimicamente a pasta ataca a superfície do vidro, deixando-o fosco. Permite atingir alta produtividade e uma perfeita repetibilidade da peça gravada.

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O processo de trabalho é muito simples: basta aplicá-la com o vidro limpo, deixar a pasta atuar por aproximadamente três minutos e lavar o vidro com água para remover o produto. Pronto, o vidro está gravado. Não há necessidade de fornos de secagem ou de cura e o próprio processo de impressão pode ser manual.

O Matt Glass pode ser utilizado na decoração de espelhos, janelas, lustres, abajures, mesas, móveis, vitrines, divisórias, box de banheiro, copos, jarras, potes, brindes, troféus e em tudo o que nossa criatividade permitir.

O Matt Glass NÃO é tinta: após a impressão, durante o intervalo que o deixamos atuando, ele ataca a superfície do vidro. Quando lavarmos o vidro, removeremos a pasta impressa. Ou seja, não existe mais produto na peça gravada, mas somente uma superfície quimicamente atacada.

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A cor da gravação depende somente da cor do vidro: se o vidro é transparente, a gravação terá uma aparência acinzentada; se verde, esverdeada e assim por diante. Existe também a possibilidade de usarmos uma tinta epóxi sobre a gravação, já que a tinta terá melhor aderência sobre a área tratada do que sobre o vidro liso.

Ao contrário do jato do areia, no qual a gravação chega a ser bastante profunda, o ataque com a pasta Matt Glass é bastante superficial, quase imperceptível ao tato. Isto é um ponto bastante importante, pois reduz a probabilidade de deposição de fungos e gorduras que, com o tempo, deixam os vidros gravados pelo processo de jato de areia escurecidos e com aparência de velhos.

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Outro ponto importante é que ao contrário do tradicional “Jato de Areia” a pasta não altera a resistência ou durabilidade da peça, ou seja, pode ser aplicado desde peças de vidros temperados até delicadas taças de cristal. Com o jato de areia tradicional as peças podem, futuramente, sofrer pequenas trincas e até mesmo se quebrarem com pequenos impactos, principalmente em desenhos que ocupem maior parte da peça e também pelo fato de ser um trabalho que a aplicação nunca é constante e igual.

A seguir, orientamos como deve ser o processo correto para a obtenção de vidros fosqueados, com qualidade e alta produtividade.

Preparação da pasta

A pasta Matt Glass já vem pronta para usar. Basta ajustar sua viscosidade, se necessário.

Por um princípio reológico, quando a pasta fica armazenada por certo tempo, torna-se bastante viscosa. Agitar bem a pasta antes de usar e se necessário, nos dias frios, aquecê-la previamente em “banho-maria” até 25oC, mantendo o pote fechado.

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Para diminuir a viscosidade da pasta, mantendo-se o mesmo grau de opacidade, pode-se adicionar até 10% do redutor Matt Glass. A adição de quantidades muito grandes de redutor diminui a definição da imagem impressa. Nunca adicione água ou outro solvente para deixar o produto mais fluido.

Para a agitação do produto, nunca utilize espátulas de ferro ou vidro, já que o produto irá atacá-las. Sugerimos usar espátulas de plástico rígido ou de aço inoxidável.

Preparação do vidro

Para a perfeita gravação do vidro, a peça deve estar seca, totalmente limpa, livre de pó, gordura, oleosidade e de resíduos de outros produtos químicos. Lavar com água e detergente. Em seguida, passar um pano umedecido com vinagre sobre a área que será fosqueada.

Evitar a utilização sobre vidros velhos ou instalados há mais de um ano, já que devido à umidade do ambiente podem aparecer na superfície do vidro compostos levemente alcalinos, que neutralizam a pasta.
Em caso de dúvida, faça um teste prévio para certificar-se da qualidade do fosqueamento naquele vidro.

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Aplicação Manual

Para a gravação de poucas peças, a pasta Matt Glass pode ser aplicada utilizando-se uma máscara autoadesiva (material que pode ser feito através de uma plotter de recorte).

Para isso, recortar um vinil com a imagem desejada, remover o vinil da área a ser gravada e adesivar sobre a peça de vidro.

 

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Aplicar a pasta Matt Glass utilizando um pincel, uma espátula plástica ou rodo de poliuretano.

Para evitar manchas na gravação, garantir a aplicação de uma camada o mais uniforme possível de produto.
Em seguida, lavar o vidro com água e remover a proteção autoadesiva.
Pronto. O vidro está gravado. Este processo, por exemplo, é bastante usado para marcar o número do chassi em vidros de automóveis.

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Cuidados

Deve-se trabalhar em local ventilado, evitando o contato do produto com a pele, pois a pasta Matt Glass contém ácidos. É recomendado o uso de luvas e óculos protetores durante o manuseio do produto.

Para períodos prolongados de trabalho com a pasta, utilizar máscara protetora para vapores ácidos.

Em caso de contato com os olhos, lavar imediatamente com água corrente e procurar um médico.

Para acabamento e decoração de vidros, podemos conjugar tintas especiais, que depois de impressas, são aquecidas a mais de 800oC, e então se vitrificam e ficam permanentemente aderidas ao vidro. Se utilizarmos outros tipos de tintas, mesmo as tintas epóxi de dois componentes, a aderência não será permanente e a impressão sairá com o tempo. Outra opção são as tintas lançadas pela Colorgin (Linha Artística Vidro).

Clique aqui para visualizar o manual de instruções

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Fontes:
Site Agabê
Grupo Sublimação de A a Z
Sublime – Personalização por Sublimação
Serilon Brasil

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